Artigos‎ > ‎

Quanto custa um esquecimento ou uma distração?

postado em 8 de ago de 2014 06:51 por Marcio Gessoni

Já pensou a respeito?


Esquecer-se de ações como: renovar o seguro do cliente, de comparecer em uma audiência, enviar uma licitação ou proposta comercial pode custar caro!

Bilhões de dólares são perdidos todos os anos no mundo inteiro em função de distrações e esquecimentos. Estima-se, hoje, que um profissional esquecido ou distraído gaste cerca de U$ 1.000,00 por ano com pequenos esquecimentos como uma lâmpada acesa ou um equipamento ligado. A distração pode provocar quebra de equipamentos, perda de materiais, perda de dinheiro e tempo com retrabalhos. Multiplique esse valor pelo número de funcionários de uma empresa e terá o valor que justifica refletir seriamente sobre este tema.
 
Vivemos em um mundo em que competitividade acirrada, tempo escasso e excesso de informações são expressões comuns do nosso cotidiano. Há estudos que mostram que a quantidade de informações no mundo atual, dobra a cada 2 anos. Estima-se que em até 2020 essa quantidade de informações duplicará a cada 87 dias. 

Aprender, reter informações e saber o que todos sabem já não é um diferencial nesta era do conhecimento em que vivemos. É necessário não somente aprender, mas aprender com rapidez, com qualidade e saber acessar e aplicar este conhecimento.
 
Esse processo de aprendizagem está relacionado com a memória, que é a capacidade de reter as informações e as experiências do passado, lembrá-las no presente e utilizá-las no futuro. Sem a capacidade de reter conhecimentos e fatos seria impossível agir com base em experiências anteriores. Cada momento da existência, ou qualquer coisa que se fizesse, teria de partir do nada, do zero.

Tudo o que fazemos só é possível graças à memória. Na maioria das situações que enfrentamos são as experiências passadas que nos ensinam o quê e como fazer. O conhecimento acumulado elimina o longo caminho da tentativa e erro, mostrando o modo certo de fazer cada coisa. 

A boa memória é de vital importância para evitar gafes e para ter em mente, na hora em que você precisar, dados indispensáveis para a rotina. Nem tudo que nós vemos e ouvimos é de vital importância, entretanto, ficamos admirados como esquecemos, às vezes, de informações que são de alta relevância.

Há pessoas que se lembram de nomes e rostos, mas esquecem, por exemplo, números de telefones. Outras gravam números com facilidade, mas não conseguem recordar o nome das pessoas com quem precisam falar. Alguns têm memória retentiva boa, mas lenta. Só conseguem registrar uma informação horas ou dias depois, quando ela já deixou de ser importante. Outros são incapazes de retê-las além de um curtíssimo período de tempo. 

As antigas civilizações utilizavam-se de sistemas de memória para quase tudo, e é de se estranhar que esses sistemas não sejam conhecidos e aplicados atualmente pela maioria das pessoas. Os poucos que descobrem como treinar a memória acabam se surpreendendo com a imensa capacidade de lembrar que adquirem. E com os louvores que passam a receber de todos.

A memória sempre foi um ponto em que as pessoas querem e procuram melhorar. Já faz algum tempo que o ser humano vem tentando e conseguindo se aperfeiçoar no que diz respeito à mente humana e aquilo que ela pode trazer de benefício para nós. Nós imaginamos que o cérebro trabalha como um computador, com seus programas, comandos, códigos, senhas. Mas o cérebro é muito melhor que o computador, porque quanto maior o número de informações que armazena, melhor o seu funcionamento, enquanto a máquina torna-se mais lenta em seu processamento.

Isso significa que a ideia que se tem de memória fraca é um mito. O que existe é memória treinada ou não. Que tal treinar a sua?


Robinson Gessoni (especialista em aprendizagem pessoal e empresarial)

Comments